Outro dia eu tava andando com ele no shopping, vi o quadro do Pink Floyd, o mesmo que tens no teu quarto, e senti a maior tristeza do mundo. É dilacerante essa minha impotência. Queria me deixar levar pela impulsividade, berrar na sua cara todos esses sentimentos e essas palavras não ditas que me sufocam. Mas eu sempre desisto, porque minha razão sempre barra minha parte mulherzinha sentimental.
Essa tua indiferença dói muito, mas ela é compreensível. No fundo eu acho realmente que você também me ama em segredo. Ou me odeia. Ou me ama e odeia ao mesmo tempo.
Eu fico horas tentando chegar a uma explicação convincente pro que acontece com a gente, mas é sempre em vão. Você vai ser sempre assim. E eu também. Implicância mútua. Orgulho também.
O medo de gostar de você só não supera o medo que tenho de te perder. Mas perder o que? Sei lá. Só a tua presença. Teu cheiro que eu ainda consigo sentir no ar. Tuas manias. O som da tua voz. Teus gestos e tuas caras engraçadas. Não quero perder teu mistério. Tua fragilidade camuflada nessa armadura de rancor que você veste. Eu vejo além. Você sabe que sim. Se a tua teoria estiver certa e nossa mente estiver criando tudo isso... é uma ilusão realmente perfeita. Porque eu te quero tanto... Quero te encher de porrada e pedir pra ficar de uma vez na merda da minha vida, e nunca mais ir embora. Quero pedir pra dividir seus medos comigo, que aí a gente se soma, se divide, mas soluciona todos os problemas. Ou arrumamos outros. Não importa... estaremos juntos, daremos um jeito. Quero que pare de doar sua intensidade pra essas pessoas fúteis e vazias, e me enxergar. Tão complicada e intensa quanto você. Quero mais abraços desajeitados e mais madrugadas ouvindo Jorge Ben. Eu só quero você, de qualquer jeito e em qualquer circunstância.
Nenhum comentário:
Postar um comentário