domingo, 21 de abril de 2013

queria ter algum dom
algum subterfúgio que me fizesse transcender
ao mesmo tempo que trouxesse distração

eu poderia cantar
curar doenças
ou só tocar violão

eu poderia drummondear por aí
mas minha poesia
também é meio fora do tom

sei lá
só queria mesmo parar de perseverar
nos mesmos velhos erros

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Você me bagunça e tumultua tudo em mim



Lembrei-me de passar aqui, no lugar onde os sentimentos se deixam existir livremente, pra tentar -mais uma vez-, encontrar uma lógica. Sem parecer clichê, desesperada, louca de amor. Sem parecer prepotente, ciumenta, mesquinha. Só quero reforçar que o teu abraço desajeitado anda me fazendo falta. Quero dizer que mesmo parecendo tão perto, as curvas da nossa infinita highway tomaram rumos totalmente inversos. E mesmo depois de ter provado essa dor aguda que é te ver dando carinho pra outra pessoa, eu não consigo sentir raiva. Mesmo sentindo, não consigo sentir. Entende? É coisa passageira, que toma conta de mim por uns minutos e depois se reverte em tristeza. Eu tenho vontade te matar, perguntar que porra está fazendo com a tua vida e onde foi parar a tua inteligência. Mas tenho vontade também, de te implorar pra não ir embora nunca, mesmo que não esteja aqui de verdade. Mesmo que seja tudo utopia da minha mente paranoica  que transforma tudo em poesia. Sei lá, benzinho (lembra quando eu te chamava assim?), "você mora mais em mim que na tua casa", o aluguel jamais foi pago e ainda assim eu não tenho coragem nenhuma pra te expulsar. Continua aqui então, até que meu coração consiga mudar de inquilino. 

domingo, 14 de abril de 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação


O que parecia  palpável tornou-se apenas um feixe de luz distante, hora mais forte, hora tão ofuscado que mal consigo enxergar. Você colocou milhões de tijolos entre nossos caminhos e construiu um muro tão alto que já não posso alcançar. Todas as vezes em que tentei ultrapassá-lo, caí faltando pouco para chegar ao topo. E ninguém sequer percebeu as tantas fraturas que acumulei.
Eu realmente achei que daríamos certo. Usei toda lógica que me coube para tentar entender teus motivos, teus planos, tuas vontades. Mas você foge dos meus sentidos. Foge de todos os sentidos.
Mesmo que eu tenha desistido de insistir, eu ainda sinto falta das pequenas coisas. Sinto falta da sua insegurança e fragilidade, sinto falta da força que você faz pra esconder isso. Sinto falta das tuas contradições, dos teus medos, dos defeitos que só eu enxergo, e mesmo assim amo.
Do cheiro da tua roupa, da sua cara de sério, dos teus sorrisos espontâneos.
Deixo transparecer essa sensibilidade aqui, sabendo que nunca lerá esses versos que já se tornaram repetitivos e clichês. E se você lesse... será que saberia interpretar? Será que entenderia que mesmo estando com muita raiva, eu ainda perco tempo te dedicando palavras? Será que levaria em consideração ou só teria pena? Eu não quero mais procurar uma lógica pro que aconteceu/acontece com a gente. Isso me desgasta.  Tudo bem. Quero te ver sempre feliz. Do meu jeito torto, do meu jeito paradoxal, eu te desejo mesmo as melhores coisas do mundo. Eu até tentaria pular o muro mais umas trezentas mil vezes, se você me pedisse.