"(...) Você anda em zigue-zague, despista o coração, sufoca a dor e faz essas coisas de quem se perde toda hora. E o que eu faço? Fico te esperando no fim da estrada. Fico olhando seu caminho desequilibrado como se eu tivesse algum equilíbrio, te esperando no fim da linha e como se você fosse o "trem e eu a estação". Fico esperando para segurar teu coração que foge pela boca e dar carinho à dor que teima em dizer "não é nada". Você tropeça, me erra, cega o sentimento, pega um atalho, vai, volta, teima, manda embora, foge e depois se acanha no acostamento pensando que ninguém vê. E eu? Eu me deito para ser o teu acostamento."
(Camila Costa)

Nenhum comentário:
Postar um comentário