Lembrei-me de passar aqui, no lugar onde os sentimentos se deixam existir livremente, pra tentar -mais uma vez-, encontrar uma lógica. Sem parecer clichê, desesperada, louca de amor. Sem parecer prepotente, ciumenta, mesquinha. Só quero reforçar que o teu abraço desajeitado anda me fazendo falta. Quero dizer que mesmo parecendo tão perto, as curvas da nossa infinita highway tomaram rumos totalmente inversos. E mesmo depois de ter provado essa dor aguda que é te ver dando carinho pra outra pessoa, eu não consigo sentir raiva. Mesmo sentindo, não consigo sentir. Entende? É coisa passageira, que toma conta de mim por uns minutos e depois se reverte em tristeza. Eu tenho vontade te matar, perguntar que porra está fazendo com a tua vida e onde foi parar a tua inteligência. Mas tenho vontade também, de te implorar pra não ir embora nunca, mesmo que não esteja aqui de verdade. Mesmo que seja tudo utopia da minha mente paranoica que transforma tudo em poesia. Sei lá, benzinho (lembra quando eu te chamava assim?), "você mora mais em mim que na tua casa", o aluguel jamais foi pago e ainda assim eu não tenho coragem nenhuma pra te expulsar. Continua aqui então, até que meu coração consiga mudar de inquilino.

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