és, dentro de mim
um nó górdio
inexorável
que ninguém desata
nem por engano
meu coração
teu cárcere perpétuo
túmulo que guarda meu martírio
antes revestido de diamante
contenta-se agora
com as paredes de ósmio
te nega alforria
e continua impenetrável
mas já não brilha, nem tem valor
apenas convalesce
no berço do conformismo
de seu irrefutável desamor
te guarda
na penumbra do silêncio
e te aceita como lembrança de pedra
que molda o peito ensaguentado
pois não consegue descansar em paz
espada nenhuma
será afiada o bastante
pra te amputar de mim
pois essa ilusão mortiça
é que me tira a sensatez
atrofia os membros, agoniza
mas nunca aceita o fato
que vieste sempre de súbito
nunca de solidez
um nó górdio
inexorável
que ninguém desata
nem por engano
meu coração
teu cárcere perpétuo
túmulo que guarda meu martírio
antes revestido de diamante
contenta-se agora
com as paredes de ósmio
te nega alforria
e continua impenetrável
mas já não brilha, nem tem valor
apenas convalesce
no berço do conformismo
de seu irrefutável desamor
te guarda
na penumbra do silêncio
e te aceita como lembrança de pedra
que molda o peito ensaguentado
pois não consegue descansar em paz
espada nenhuma
será afiada o bastante
pra te amputar de mim
pois essa ilusão mortiça
é que me tira a sensatez
atrofia os membros, agoniza
mas nunca aceita o fato
que vieste sempre de súbito
nunca de solidez

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