segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Teu amor é meu escafandro 
em algum mar distante
mergulho sem destino
nas tuas
cristalinas
obscuras
águas

Meu coração mora numa redoma de vidro 
em algum canto da tua estante
entreguei-o por desatino
às tuas
frouxas
apertadas
mãos

Nossos corpos se conflitam
em algum espaço distante
e se enlaçam, clandestinos
no nosso
arfante
sereno
suor

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